quinta-feira, 26 de maio de 2016

Não perca no próximo fim de semana!


 
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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Hora da Fofoca

Agora você pode ouvir, relembrar e rir com os episódios anteriores de HORA DA FOFOCA com Jean Nahas e Jorge Barboza no YOUTUBE: https://www.youtube.com/playlist?list=PLYbhD2EsieNjhzA2VBRRbk95EYfMhXO0B

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Uma História de Sara

Era uma vez uma pequena princesa indiana chamada Sara.
Assim como sua mãe havia lhe ensinado todos os dias, ela orava a Deus olhando o sol, as plantas, os animais e, principalmente, as pessoas de seu vilarejo. Todos os dias ela vestia seu melhor sare acompanhado por muitas joias e flores no cabelo longo. Todos os dias ela preparava os mais deliciosos quitutes, doces e chás para sempre ouvir o pai dizer: “Como eu te amo minha filha, você foi o melhor presente que sua mãe me deixou e se um dia eu morrer como ela, eu tenho a certeza que você já sabe se cuidar. Pois nascemos e morremos sós”.
No começo Sara ficava emburrada, mas depois ia abrindo um sorriso franco para as palavras do pai, afinal ninguém pode transpor os ciclos das reencarnações sem passar pela morte.
Um dia, a guerra chegou avassaladora e levou todos os homens. As mulheres choravam muito e as crianças também pelas duvidas de um novo alvorecer.
Ao entardecer dos dias que se seguiram, mentes e corações sempre se uniam com as preces para um mundo em paz.
Demorou um pouco, a paz retornou, mas trouxe consigo  com a escravidão, poucos homens sobraram, as mulheres e as crianças foram levadas sem grilhões e amarras, todos guiados por caravanas e depois uns poucos barcos.   
Alguns dias de viagem, um novo horizonte, outra margem, um velho vento e os mesmos murmurinhos.
Uma menina da mesma idade de Sara invadiu o escale, deu lhe uma rosa branca e partiu. Era um sinal de muita sorte e Sara agradeceu a Deus, se ajoelhando e orando forte e silenciosamente não só por si, mas por todos ali.
Uns poucos instantes depois, a menina que trouxe esperança a Sara, trouxe consigo seu pai, Sara lhe deu uma pulseira linda tirada do pulso esquerdo e os três foram para Magdala.
De longe Sara foi se despedindo observando bem as águas do rio Nilo, os verdes papiros, os barcos e seus vizinhos de infância. Sara caminhava vitoriosamente sorrindo, pois Deus voltava a sorrir sorte para seu povo e principalmente para o seu futuro. A outra menina também sentia o mesmo, seu nome é Maria Madalena.
Em Magdala, não havia uma só pessoa que não falasse que Sara e Maria Madalena não eram irmãs. O pai de Maria não deixava que fosse feito de outra forma. Elas recebiam os mesmos cuidados, carinhos, tarefas, disciplinas e respeito.
Na casa de Maria Madalena não havia escravos, mas sim funcionários que trabalhavam e por isso tinham um salário no fim de cada mês. E eles independente de qualquer coisa sempre ajudavam os próximos.
Infelizmente, tudo muda e o dinheiro também. O querido pai morreu deixando algumas dívidas.
Sara e Maria Madalena vendem as joias e as propriedades na esperança de dias melhores. Ambas estão pobres e determinadas. Ambas lutam. Ambas vencem. Ambas continuam ajudando os menos afortunados.
Desabrocham rapidamente. Madalena se prostitui e Sara sai fazendo trocas e barganhas. E o que haviam perdido ganham em dobro.
Uma noite, surgi à luxuosa porta uma leprosa curada, agradecendo uma moeda dada com amor no meio do caminho por Madalena, ela conta que o Nazareno está a poucos metros dali. Ambas se olham, Sara cobre Maria Madalena e elas vão encontrar o Rabino.
Chegando lá, Ele as recebe de braços abertos. Madalena chora muito pedindo perdão pelo rumo que deu á sua vida. Sara traz uma jarra de azeite. Madalena lava os pés de Jesus com as lagrimas e seca com os longos cabelos. Sara abençoa Jesus urgindo-o com azeite na testa.
 Maria Madalena torna-se um dos três discípulos a receber ensinamentos especiais, elogiada acima de Mateus e Tomé. Dizia-se que "ela falava como mulher que conhecia o Todo". E Sara continua sempre ao seu lado dando apoio, ouvindo conselhos e conciliando.
Mais tarde, Sara admite a Jesus que não ousa falar a ele livremente porque, segundo suas palavras: "Pedro faz-me vacilar, tenho medo dele porque ele repudia as criaturas femininas". Jesus responde que quem quer que o espírito tenha inspirado é divinamente ordenado a falar, seja homem ou mulher. Sara e Maria Madalena começam operar milagres.
Ambas seguem Jesus até o fim. Mesmo quando são jogadas ao mar numa barca sem remos, sem velas e sem provisões com Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino. Mesmo quando caem as primeiras gotas espessas de chuva. Mesmo quando a tempestade confundi o alto mar e as nuvens negras. Mesmo quando as ondas jogam a nau mais longe e mais perto de virar. Todos se desesperam e choram muito.
Sara retira o lenço (diklô) da cabeça, chamando por Jesus e promete que se todos se salvassem, ela jamais andara com a cabeça descoberta em sinal de respeito. Todos dão as mãos e oram fervorosamente.
Milagrosamente, a barca sem rumo aporta em Laquedor (sul da França) e Sara cumpri a promessa até o final dos seus dias, quando é encontrada morta pelos ciganos nas ondas primaveras de Saintes-Maries-de-La-Mer em 24 de maio, com sua cabeça e seus cabelos cobertos pelo lenço e sua fé.

Jorge Barboza

Escritor e Colunista Social


(Este texto foi publicado este ano no livro "Entrefotos Cultura Cigana" de minha grande amiga Fatima Bessa, que você pode adquirir em: https://clubedeautores.com.br/book/204592--Entrefotos_Cultura_Cigana)

terça-feira, 10 de maio de 2016

Saile ou O parto em São Bernardo

Naquela tarde não tinha chuva nem vento que adiantasse o parto, mas o bebê estava quieto demais na barriga de Francisquinha, era o quinto filho indesejado, parecia uma lenda africana em São Bernardo do Campo. Ela esperava sua mãe e sua tesoura como nos outros partos...
A jovem mãe podia ter abortado o filho, mas era muito beata para isso, só Deus pode tirar a vida. Ela tinha herdado da mãe: a arte cultivar as ervas; o poder de benzer bichos, plantações e pessoas; as rezas que fecham os corpos e abrem os caminhos...
Ela casou criança sem querer e sem pestanejar para livrar-se da maldição de ver espíritos, transportar objetos com a força do pensamento, ter revelações nos sonhos, materializar coisas com ovos, pairar no ar dormindo, bilocação, dejavu, premonição, viagem astral... Casamento humilde que o Criador não aceitou para transmitir a herança paranormal.
Dona Severa estava atrasada, pois Sergipe era longe para São Paulo, mesmo de jipe.
A bolsa rompeu e Francisquinha começou a gritar:
- Mais uns minutos, meu filho, você não pode nascer sem minha mãe... Mãe onde você está?
Será que Deus abandonou a jovem mãe? Será que tudo era imaginação? Será que o tempo parou? Era o fim ou um novo principio?
A criança nasceu com o pescoço enrolado com o cordão umbilical, roxo, roxinho, sem ar, sem vida, nas mãos e no choque de sua mãe.
Dona Severa surgiu em paz e cortou o cordão, não disse nada e colocou o neto na pedra da pia e disse:
- E do que vamos cuidar agora...
Surgiu uma borboleta vermelha e pousou sobre o bebê, bateu suas asas, a criança tossiu e chorou, a borboleta voo e o tempo voltou...

Jorge Barboza

Escritor e Colunista Social

sábado, 7 de maio de 2016

Feliz Dia das Mães



Que Ísis te faça mágica,
Que Hathor te faça apaixonante,
Que Maat te faça justa,
Que Oxum te faça amada,
Que Iemanjá te faça criativa,
Que Iansã te faça forte,
Que Nanã te faça sábia,
FELIZ DIA DAS MÃES!